Silêncio; Matilde Matilho; 2017.

Em meio a areia, a água do mar, as escorregadias pedras e aos fogos ao longe, cai vagamente ciente de mim. Em meio ao caos, me distanciei de mim. Quem eu era? Será que algumas dessas inúmeras pessoas que conheci poderia me dizer?

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Se 2016 merecesse um título para uma película seria “2016- conflitos externos e internos”, até o último minuto do conflituoso ano senti um pesar, uma sentimento misto de ” E agora? Choro ou saio correndo?” que não queria se apartar.  Eu correria para o mar, para areia, para dentro da floresta, mas o que queria mesmo era correr dos conflitos que o tal ano me deixara de presente. É claro que a culpa não é de um mero ano, na verdade, a ninguém posso culpar. Apenas, como um ser humano no mundo moderno temos livre acesso a quem quisermos e vice-versa, não há um anti-vírus que nos alerte do perigo iminente. Não só nossas redes, mas nossas emoções estão a livre acesso e é aí que está o causador dos nossos problemas. Uma vez li que cada pessoas que conhecemos muda um pouco -mesmo que não notemos- nossa visão de como encaramos o mundo e a nós mesmos, positivamente ou  negativamente. Diante das pessoas com seus momentos em nossa vida aos poucos vamos percebemos se estamos nos distanciando ou não do que nos é preciso, e aí começamos a nos enxergar com o olhar do outro, porém o outro não me conheces como eu me conhecia. Assim, a madrugada parou-me para com atenção ouvir o silêncio, para que eu não me perca no barulho do caos dos que me rodeiam. Senti-me.

Prazer novamente, eu.

Entre tantos vídeos, imagens e posts, me deparei com esse vídeo dessa linda moça poetisa que me tocou de uma certa maneira para com meu pensamento acima. Em um dos trechos do vídeo, ela diz:

“Um vazio no vazio, vagamente ciente de si, não haver resposta nem segredo” (Manuel António Pina)

“Neste mundo onde, hoje, tudo faz barulho, a toda hora, o silêncio é a maior benção possível. Hoje em dia, eu acho que o silêncio muitas vezes tem que ser escolhido, porque se a gente deixar são dias e dias e dias e horas sem ele, ele não vem nem de noite. E nem digo só nas cidades, digo, na cabeça da gente. Tanta informação. Mas, sem silêncio não há trabalho, não há aquele momento em que você para pra olhar de verdade. As pessoas têm medo do silêncio. Eu própria posso ter medo do silêncio, como tem gente que tem medo, às vezes, de olhar no espelho. O espelho é o maior dos silêncios, sou eu e eu. E agora?!” (Matilde Matilho)

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Isadora Tonceda.

 

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Os textos de Gabito Nunes

Um texto que postei em 2012 e que faz todo o sentido em 2016.

Campos de morango para sempre

 Não quero soar como aqueles seus ex-namorados controladores ou sentimentais, mas dá pra ver no brio pálido dos teus olhos de sangue, que o mundo anda arrancando suas cutículas. Conte mais a respeito, te espero às sete, no último lamento do sol, antes de afogar-se no púrpura-laranja-escarlate do rio. Naquele mesmo banco latino-americano, no mesmo parque, encarando aquela estátua histórica que a gente ainda não descobriu quem está lá, montado no cavalo, para sempre. Traga cigarros, um sorriso improvisado e um pano pra grama que caiba nada mais que nós dois.

Hein. Não é bom saber que você tem um amigo que te ama mais que um amigo? Olha, eu sei que você andou cruzando esquinas a fim de uma pessoa que não era eu, só que não ligo. Essa coisa de orgulho e dignidade nunca foram comigo mesmo. E ainda que eles tenham levado…

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The way you look tonight

 

Faz mais ou menos duas horas que estou ouvindo “The way you look tonight” naquela versão belíssima do Rod Stwart  depois de assistir aquele filme antigo com a Julia Roberts , que tem aquela cena que me emociona, quando ela está naquela barca com então, seu melhor amigo, que está prestes a casar com a personagem da Cameron Días e ele diz que “Kim sempre me diz se você ama alguém, você diz, bem ali, bem alto, ou senão o momento just “Pass it by”” .Ela se emocina, e então ele começa cantar.. Someday, when I’m awfully low when the world is cold I will feel a glow just thinking of you and the way you look tonight… Então, meu celular tocou e era você, e me deu uma angústia tão grande que eu nem te atendi. Não sei por qual razão, talvez a cena tenha me tocado e eu tenha começado a pensar nisso tudo mais seriamente, sem aquele ar de garota boba, talvez até apaixonada dos últimos dias. Pensei que talvez eu ainda nem tenha te mostrado esse meu lado introspectivo, esse meu lado que pensa dez vezes antes de falar e sentir… como diria os cantores de jazz ” felling blue”. Daí eu lembrei daquele seu lado que você não tinha me mostrado até ontem, quando sentados um lado ao outro naquele restaurante, em um determinado momento em que as risadas deram um intervalo, você comentou que fazia um tempo que não falava com sua mãe, já que da última vez que você ligou ela disse que não havia ligado antes porquê ela não está mais na idade de se preocupar com filho criado. E também tem aquele outro problema com o seu pai.. você não me disse, mas pude sentir  aquele  seu outro lado que você esconde debaixo de algumas chaves, aquele  que precisa de carinho e atenção. Tais palavras e expressões tocaram meu tolo coração, mas não te abracei. Deveria, mas você não entenderia, faria o durão e mudaria de assunto. Preferi ouvir você me dizendo áquilo que não diz com frequência. E eu fico aqui sem saber se o que estou sentindo.  Paixão pós (terrível) término, tesão, vontade de cuidar e ser cuidada ou se, talvez, seja a junção de todos esses fatores, simplesmente (e finalmente) amor.

Isadora Tonceda

É que as emoções ás vezes pregam peça em nós

Passou como tudo passa, e algo que em tudo passa, fica.

Tem alguma coisa estranha por aqui, aqui dentro do peito. Coloca a mão, tá sentindo? É como se eu já tivesse sentido essa sensação em algum sonho. Que agonia. Isso é bom ou ruim? Será que tem algum remédio pra isso, mãe? Tá me fazendo chorar. Quando foi a última vez que chorei? Há uns três anos atrás? Tá me fazendo ouvir essas músicas com letras tristes. Eu to chorando num sábado á noite.  Eu mandei um áudio para um amigo chorando. Qual meu problema, mãe?

Agonia, ansiedade.

Agora to ouvindo músicas animadas com letras de “to indo pra balada, me liga mais tarde”. Meu Deus, to enlouquecendo. To subindo a rua da faculdade, olho pra alguém e sinto meu coração palpitar. A pessoa está há uns cinco metros e eu não devo está enxergando muito bem. Noite mal dormida, com certeza.O desconhecido me lança um olhar e volta a fitar o papel em sua mão. Engano. Pensava que isso só acontecia em filmes clichês. Não to conseguindo controlar minhas próprias emoções. “Pois as emoções ás vezes pregam peça em nós” me disse o psicólogo que eu fui só pra uma consulta e não mais! Baixei o aplicativo. Quanto tempo não entro aqui? Não sei mais mexer nesse troço. “Vamos nos encontrar?” – “Opa, marcado!”. Não quero ir. Aperto no peito. Tá me fazendo mal. To cansada.  “Toma um banho que melhora”. To cansada emocionalmente . Tem banho que melhore isso?

Isadora Tonceda.

 

 

 

Uma semana do show ÉPICO do MAROON 5 no Rio de Janeiro.

Domingo passado (2o/03) aconteceu no Rio de Janeiro na Praça da Apoteose, o show do Maroon 5 da Turnê do albúm V, quinto álbum de estúdio da banda norte-americana.

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Eu sou fã da banda há teeeempos (acho que todo mundo, né?) desde aquele maravilhoso albúm “songs about Jane” (Dá pra imaginar que o Adam virou o ADAM LEVINE por causa de um coração partido??? Meu Deus, me dê talento também!!!). Eles já tinham feito alguns shows por aqui, como no Rock in Rio (sofri assistindo pela tv) e na divulgação de um albúm passado (não me recordo qual ) mas lembro que não fui porque estava BEM acima do meu orçamento na época. Porém, ano passado foi anunciado que a banda retornaria ao Brasil para a divulgação do mais recente álbum V. Achei que não seria possível ir ao tão sonhado show, mas nos 45 minutos do segundo tempo, eu e minha amiga conseguimos comprar os sonhados ingressos.

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Não vou dizer que foi MIL maravilhas… O lugar escolhido para o show não foi dos melhores já que o Centro do Rio de Janeiro é sim, um lugar perigoso (ainda mais de madrugada). A organização na entrada do show estava péssima, várias filas, ninguém sabia qual era a certa (fiquei meia hora em uma fila, pra depois descobrir que aquela fila não existia). No show haviam pessoas bem mal-educadas que colocavam coleguinha na corcunda, tampando a visão do amiguinho de trás (sim, arrumei bate-boca no show hahha). Porém, a sensação de estar no show da sua banda favorita foi indescritível. Não foi fácil comprar ingresso, muito menos a ida e volta do show, mas nada vem de mão beijada. Então, se você tem um sonho de ir á algum show, ou seja o que for… não desista, se esforce, que você pode conseguir realizá-lo.

Abaixo um trecho (gravado por mim mesma) do AUGE do show no Rio. A banda resolveu trocar “Lost stars” por “Garota de Ipanema” e todos foram ao DELÍRIO (inclusive EU hahha)

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Cara de Blasé de quem não passou sufoco na entrada.

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Zoando o ADAM hahha #thevoice

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Valeu MUITO a pena e com certeza irei num próximo ❤