E eu nem sei seu nome…


Você pode ler esse texto, ouvindo…

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Eu  me lembro das primeiras vezes em que eu a vi, foi naquele cursinho que a gente fazia. Algumas trocas de olhares rápidas, porque sempre estávamos cercado de amigos ao redor. Mas foi na terceira vez em que eu realmente a reparei mais a fundo, dessa vez não foi só na beleza e as trocas de olhares . Você estava diferente, se sobressaia perto das outras garotas, estava vestida com uma camiseta masculina (vermelha ou vinho” É, os homens não são tão bom com as cores, acho que somos todos meio daltônicos, é um defeito de fábrica nosso). Ah, a camiseta era vermelha de alguma banda. Short jeans curto que deixava as coxas de fora, e all star preto de cano alto.Não estava certinha como nas outras vezes em que a vi. Parecia que queria parecer errada para as outras pessoas, como se uma revolução tivesse acontecido dentro dela nas três longas semanas que fiquei sem a ver,  maldito feriado. Alguma coisa naquela garota que eu ainda não sabia o nome estava diferente, reparei que era o cabelo , tinha cortado a franja. Li em algum texto de amor, sabe esses que nós homens temos que ler de vez em quando, pra saber o que se passa na cabeça do nosso sexo preferido e saber o que conversar com elas depois do cinema. O texto dizia que quando uma mulher corta o cabelo, quer mudar a vida. Também tinha uma boca vermelha que eu ainda não tinha visto antes. A maquiagem preta nos olhos tava mais carregada do que nas outras vezes também. Ah, mas o olhar… o olhar era o mesmo. Nunca olhos tão grandes e profundos olharam dentro dos meus assim. Agora lembro-me de fato engraçado que ocorreu na frente dos meus amigos. Estávamos sentado dentro da sala tendo um papo cabeça, o que é um pouco raro. Estava explicando o meu ponto de vista sobre tudo aquilo que estava acontecendo no momento. Confesso que eu também queria posar de garoto intelectual que sabe das coisas, afinal tinham algumas garotas na roda também. Um amigo me catucou. Era ela passando no corredor ao lado. Ela me olhou, eu a olhei. Todos olhando para mim, esperando eu concluir minha frase, e eu por alguns segundos nem me lembrava mais de qual era o assunto que eu defendia com tanta confiança. Foi o mais próximo que eu tinha chegado dela até aquele instante. Apenas o vidro da janela nos separava. Aqueles olhos profundos… E ela já não estava mais ali. Tentei lhe procurar depois. Todas suas amigas, as garotas que andavam com ela estavam lá, menos ELA.  E agora ela está aqui na minha frente de novo…

Continua…

E eu nem sei seu nome- Isadora Tonceda

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2 pensamentos sobre “E eu nem sei seu nome…

  1. Eu também acredito nessa parte também Isadora, mulheres quando querem mudanças, começam pelo cabelo, pela aparência. Tingir ou cortar é sempre o ponto de partida!🙂

    Ah! Fui conferir a primeira loja da GAP no Shopping JK Iguatemi, aqui em São Paulo, quando puder passa lá no blog para conferir o post.🙂
    Bom começo de semana… hUg!
    ★ André Hottër

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