O cara legal, a garota legal e as defesas de sempre…


ariel

“Li num blog desses um texto inteligente de um mocinho que desabafava… Ele contava sobre como as mulheres pareciam sempre preferir viver relações que beiram o imprevisível, e como isso as faziam abandonarem a história com o mocinho legal, aquele que, cito, “vai ajudá-la naquela prova de álgebra linear em que ela não sabe nem somar, vai levá-la pra ver aquele filme que ninguém quis ver com ela…“. Deu vontade de escrever pra ele. Então escrevo.

Os seres humanos não são tão 8 ou 80 assim… A mesma moça, incrivelmente sensível em uma história, pode ser a mesma que se tornará uma “bruxa malévola” em outra. Com vocês, homens, a mesma coisa. O mesmo moço encantador nessa história pode se tornar um grandíssimo filho da puta em outra.
Eu também já abri meu coração. Já ocupei o lugar da moça sensível que esperou a mesma sinceridade que você descreveu no seu texto, e que a teve, tendo suas expectativas e o seu coração quebrado. Mas também já fui “insensível”. E também já ocupei o lugar da moça racional que teve que dizer que não sentia o mesmo de volta.  Não sei dizer se existem vilões ou mocinhos. Vilãs ou mocinhas. O mesmo cara incrível que eu consolei no meu ombro foi o mesmo imbecil que me fez derramar lágrimas depois. Talvez estejamos todos perdidos… Confusos e incrivelmente perdidos. Talvez seja um ciclo vicioso mesmo. Talvez nós – pessoas do mundo (pós)moderno, independente do nosso sexo – não saibamos direito o que a gente deseja, e estejamos viciados nessa liquidez e nessa instabilidade de cultura veloz em que todos vivemos. Mas talvez (e só talvez) a gente só aja errado, porque ainda não aprendeu a agir certo. Talvez, como eu coloquei naquele primeiro texto do meu livro, seja só uma questão de entender que o amor não é uma coisa que você deva esperar que vá acontecer com você. Talvez seja só uma questão de entender que o amor é uma escolha que você precisa fazer… Uma escolha. De pagar pra ver, agora, neste instante, APESAR DE. Nada é tão definitivo como a gente sempre pensa… Só a morte, mas nada mais é.
(Só estou pensando alto. E, com pressa. Preciso ir pra aula.) Mas… se você cruzar com o meu moço certinho por aí, pede pra ele aparecer aqui em casa? =) … Cansei de ter medo de ser princesa. E cansei de ser ogra babaca. Que ele também não seja um babaca, envolvido em receios e medos, e possa me reconhecer no instante mesmo em que colocar em mim os olhos. E que eu também possa. (Amém.) “

Tava com saudade em colocar um texto em que eu me identificasse aqui no blog, o texto do dia é da Elenita Rodrigues. Li os dois textos e entendi os dois lados. Eu também, e acho que todos já ocuparam os dois lugares. Já fui “insensível” com um cara legal, e já foram insensível comigo. Acho que vamos aprendendo com o tempo, ou talvez o cara legal não tenha aparecido na hora certa. Mas será que tem hora certa?  

isadora

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