Jogos Vorazes: Josh Hutcherson diz que não está preparado para sucesso do filme


Já falei de jogos vorazes aqui, e cá estou eu aqui de novo, parece mais do que normal um blog falar de jogos vorazes não é ? (acho que devem estar até enjoando D: ), mas realmente me interessei pelo filme, apesar ainda de não ter tido a oportunidade de ver. Encontrei uma entrevista bem interessante com  o Josh , o Peeta,  (quem lembra dele no filme abc do amor ein ? *-*) e resolvi compartilhar com vocês:

Josh Hutcherson atua desde os 9 anos de idade, mas só agora, aos 19, tem a chance de realmente estourar mundialmente em “Jogos Vorazes”, dirigido por Gary Ross e baseado na trilogia best-seller de Suzanne Collins. Ele interpreta Peeta, um padeiro sorteado para participar da competição do título, em que 24 jovens lutam numa arena até restar um sobrevivente. Uma das adversárias é Katniss (Jennifer Lawrence), por quem ele nutre uma paixão secreta. A protagonista também é objeto do amor de Gale (Liam Hemsworth), seu melhor amigo, que fica no Distrito 12, onde os três vivem. Em entrevista ao UOL, Hutcherson fala sobre as dificuldades das filmagens, os momentos de diversão com os colegas de elenco e transição para a vida de ator adulto.

UOL – Todo o mundo está falando que “Jogos Vorazes” vai ser a nova febre depois de “Crepúsculo”. Está preparado para isso?
Josh Hutcherson – Ah, Deus, não! Não estou pronto! Nós só podemos esperar ter a sorte de fazer uma fração do sucesso de “Crepúsculo”. Está sendo muito legal. Há uma legião de seguidores, os fãs são super leais e estão em sintonia. É bacana ter um projeto que enlouquece as pessoas antes mesmo de sair.

UOL – Antes de começar o trabalho, você leu todos os livros?
Hutcherson – Sim. Soube que iam transformar em filmes, então li todos os livros em cerca de cinco dias. Me fisgou mesmo.

UOL – E Peeta era o personagem que você queria fazer?
Hutcherson – Ah, sim. Eu me conectei com o Peeta de cara. Há muitas coisas na pessoa que acredito ser que vi no Peeta também. Principalmente, a ideia de que não se pode deixar as circunstâncias mudá-lo, é preciso ser verdadeiro a si mesmo em qualquer tipo de situação. Ele ainda tem um humor auto-irônico. E em termos gerais, o personagem é muito bom de conversar com as pessoas, e eu fui criado da mesma forma. Então, me identifico bastante com ele.

UOL – Você ficou loiro para fazer o filme. Como foi isso?
Hutcherson – Foi legal, nunca tinha feito. Como ator, uma das coisas legais é realmente mergulhar num personagem. E eu consegui fazer isso com Peeta porque tive de ganhar massa muscular para fazer o papel, tingir meu cabelo de loiro. Realmente tive de encarnar o personagem.

UOL – Houve algum momento particularmente engraçado durante a filmagem?
Hutcherson – Antes de começar a rodar, eu, Liam [Hemsworth] e Jennifer [Lawrence] nos tornamos muito amigos. Estávamos na Carolina do Norte e queríamos fazer algo divertido. Encontramos um rio para nadar. Jennifer e eu crescemos no sul, onde existem umas criaturas parecidas com lagostas nos rios. Como Liam é da Austrália, nunca tinha visto. Fui procurar uma para mostrar a ele. Então levantei uma pedra e sem querer peguei uma sanguessuga. Aí eu comecei a gritar, Jennifer não parava de rir, Liam tentava me ajudar a tirá-la da minha mão… Tivemos umas 900 histórias assim. Foi uma filmagem bem divertida.

UOL – Jennifer teve de aprender arco e flecha. O que você aprendeu?
Hutcherson – Nada (risos). Para mim, a maior parte foi entrar na forma física necessária, tive de ganhar sete quilos de músculo. Foi muito exercício, comer bastante peito de frango, ovos e mais peito de frango.

UOL – Qual foi a situação mais extrema que você enfrentou na sua vida?
Hutcherson – Gostaria de contar uma história mais épica, mas sempre tive muita sorte. Não enfrentei muitas situações extremas. Mas gosto de acampar, escalar, então existem situações de esquecer algo de que você necessitava para acampar e precisar se virar com o que tem. Mas, fora isso, minha vida tem sido fácil, não passei por nada parecido com os garotos de “Jogos Vorazes”.

 UOL – Gostar de aventuras ajudou nas filmagens?
Hutcherson – Definitivamente. Toda a parte da arena foi filmada numa floresta na Carolina do Norte. Tínhamos de lutar contra os elementos naturais, chuva, lama. Nossos trailers ficavam literalmente a cinco quilômetros de onde estávamos filmando, tínhamos de usar carrinhos de golfe. Sentir-se confortável com a natureza selvagem ajudou muito.

UOL – Foi duro estar lá?
Hutcherson – Às vezes. Era extremamente quente, estávamos lá no meio do verão. E nos livros os tributos usam jaquetas que refrescam no calor e esquentam no frio. E, atualmente, nós só temos jaquetas que esquentam no frio…

UOL – O filme foi acompanhado pelos fãs passo a passo, eles comentaram cada detalhe divulgado. Como foi lidar com isso? Acho que é novo para você, não?
Hutcherson – É novo, sim. A ignorância é uma benção para mim. Não costumo navegar muito na internet, não tenho Facebook ou Twitter. Só fico online quando tenho de consultar alguma coisa no Google, responder alguma pergunta ou encontrar a programação de cinema [risos]. Fico distante desse tipo de coisa. Para mim, isso só mostra sua paixão pela história e seu amor pelos personagens. E mais admiro isso do que temo.

UOL – Por que acha que os adolescentes gostam tanto dos livros?
Hutcherson – Os personagens são muito bem desenvolvidos. Acredito que os jovens encontrem um pedaço de si mesmos nesses personagens. O livro faz pensar no que você faria naquela situação. Como seria crescer num país que não é livre, em que você é forçado a viver nesses distritos, obrigado a fazer certas tarefas. Isso é muito diferente da forma como somos criados, especialmente nos Estados Unidos.

UOL – Os livros fazem um comentário sobre a sociedade e seu futuro. O que acha da sociedade hoje?
Hutcherson – A sociedade está numa posição interessante, não necessariamente boa ou ruim. As pessoas sentem que têm sua própria voz. Então, você vê coisas como Occupe Wall Street, com pessoas se juntando para lutar pelo que acham certo. Este filme é um tributo a isso. É sobre um grupo de pessoas enfrentando algo tão grande que parece ser impossível fazer algo a respeito.

UOL – Você começou sua carreira bem pequeno. Foi difícil manter-se?
Hutcherson – Sim, sem dúvida. Quis ser ator minha vida inteira. Uma das coisas mais difíceis é a transição de ator-mirim para ator adulto. E você consegue ao escolher os projetos corretos, trabalhar com pessoas de alto calibre, ser versátil. Foi o que tentei fazer a minha carreira toda e, espero, possa continuar fazendo.

UOL – Considera esse filme sua transição de ator-mirim para ator adulto?
Hutcherson – Acho que sim. O que vem com a idade vai me ajudar a ser um ator adulto. Este filme é uma transição para mim. Acho que o filme “Minhas Mães e Meu Pai” me ajudou com isso, me fazendo ser conhecido por um público mais velho. E aqui é um filme mais maduro e um papel mais maduro. Acredito que todos esses elementos vão me auxiliar a ser o ator adulto que eu desejo ser.

UOL – Há muitas tentações sendo um ator jovem em Hollywood. Como lida com isso?
Hutcherson – Vivo uma vida simples. Muita gente acha que os atores vivem numa festa sem fim. Não eu, definitivamente. Gosto de atuar porque gosto de atuar. É meu interesse pelas pessoas que me levou a fazer isso. Para mim, é fácil de manter-me longe desse tipo de tentação. Me divirto, vou a festas, mas não enlouqueço como um monte de jovens.

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